Tensão de Passo e Tensão de Toque

As tensões de passo e de toque surgem entre os pés de uma pessoa ou entre os pés

As tensões de passo e de toque surgem entre os pés de uma pessoa ou entre os pés e uma parte do corpo (geralmente a mão e o pé), respectivamente. Tensão de Passo e Tensão de Toque

Tensão de Passo e Tensão de Toque

Tensão de Passo

No momento em que ocorre uma falta para a terra, a corrente de curto circuito flui pelo aterramento. Esta passagem de corrente gera tensões no solo. A malha de aterramento deve ser projetada de tal forma que as tensões de passo na subestação e suas redondezas não atinjam valores superiores aos permissíveis.

Ressalta-se que a tensão de passo diminui à medida que a pessoa se afasta do ponto onde ocorre o aterramento. Isso significa que ela será máxima apenas quando um dos pés do indivíduo estiver junto à haste do aterramento e o outro, afastado de um metro daquele.

Conclui-se que o aterramento só atenderá aos requisitos da recomendação se o pior caso da tensão de passo estiver abaixo do limite de tensão de passo que determina o limiar da ocorrência de fibrilação ventricular. Ademais, a tensão de passo é menos perigosa que a tensão de toque, uma vez que o coração possui menos chances de estar presente no percurso da corrente.

Veja Também – Como funciona o alicate amperímetro?

Tensão de Toque

Define-se tensão de toque como a tensão elétrica existente entre os membros superiores e inferiores de um indivíduo devido à falha em algum equipamento. Devido ao percurso percorrido pela corrente, aumenta-se o risco de fibrilação ventricular e isso a torna muito perigosa.

Caso haja falhas em uma torre de transmissão e um cabo energizado seja rompido e esteja tocando na parte metálica, haverá uma corrente de curto-circuito fluindo pela estrutura da torra. No solo, essa corrente gerará potenciais distintos desde a base da torra até uma determinada distância.

‘’COMO REDUZIR A NÍVEIS TOLERÁVEIS AS TENSÕES DE PASSO E TOQUE NO SPDA?

A NBR 5419 não cita uma equação ou alguma maneira de se realizar esse cálculo, tampouco obriga a fazê-lo.

Levar em consideração os seguintes parâmetros para execução:

  • – corrente da descarga atmosférica esperada (em função do nível de proteção do SPDA);
  • – resistividade da camada superficial do solo (levando em consideração a cobertura/acabamento);
  • – distância do ser vivo ou objeto.

Quanto mais malhas de aterramento próximas, menor tende a ser esse valor.

Fonte: https://www.pabloguimaraes-professor.com.br/

Leave a Comment